Evento DNAD 2009
Ontem, foi o primeiro evento do grupo DotNetArchitects, o primeiro grupo do Brasil com foco em arquitetura de software dentro da plataforma Microsoft e fundado pelo nosso amigo Giovanni Bassi, que a pouco tempo foi agraciado com o título de MVP em C# por toda a contribuição feita a comunidade.
Apesar de um evento feito da comunidade para a comunidade, houve requintes profissionais e foco singular. Pudemos propiciar aos participantes toda a estrutura oferecida em grandes eventos, algo que não vi em nenhum evento de outras comunidades, não estou desmerecendo ninguém, pois é um trabalho difícil, apenas estou mostrando outras formas de viabilizar este tipo de projeto.
O primeiro paradigma que quebramos foi a cobrança, geralmente eventos de comunidade não cobram, entretanto não podem oferecer algumas coisas que achamos que foram fundamentais para o sucesso do evento. Cabe ressaltar que o evento não foi concebido com fins lucrativos e todo dinheiro arrecadado foi convertido aos congressistas,mesmo nós da organização, pagamos a inscrição. Com o pagamento simbólico de 50 reais e ajuda dos patrocinadores conseguimos:
- Localização: O evento ficou apenas a 1 KM do Metrô, o que facilitou bastante a chegada dos congressistas.
- Infra-estrutura: O teatro oferecido gentilmente pela UNIP, proporcionou bastante conforto e todos os benefícios de um teatro profissional, como: boa qualidade de som, filmagem profissional(obrigado aos profissionais da UNIP envolvidos), isolação acústica, assentos confortáveis, projetor, telão e boa visibilidade dos palestrantes.
- Brindes: Com o valor arrecado, pudemos confeccionar uma excelente camisa pólo bordada, bolinhas e Squeezes personalizados do grupo, além de brindes oferecidos pelos patrocinadores:
- A DevMedia forneceu um Kit com 3 revistas e um excelente desconto de 15% em assinaturas da revista
- A INETA nos patrocinou com uma verba no valor de 500 dólares o qual fizeram parte na contratação do serviço de café, que aliás, foi excelente.
- Cobertura fotográfica profissional oferecida gentilmente por um profissional qualificado,o Luiz Pais.
- Criação de identidade visual profissional: A Mariana Friolli cedeu seu serviço de criação da identidade visual do grupo e tudo relacionado(banners, logos, etc..), um trabalho que se fossemos pagar, possivelmente não aconteceria.
Outra inovação que vejo, foi a forma que organizados o evento, em nenhum momento nos encontramos presencialmente, tudo foi feito e orquestrado através de e-mails, skype, entre outras ferramentas de colaboração. Todos nós não tínhamos nenhuma experiência com organização de eventos e apanhamos muito até colocarmos as coisas no eixo, mas como um amigo meu sempre diz, o Alessandro Brito, "...contra fatos não há argumentos", o evento foi muito legal e praticamente com 90% de quorum.
As palestras foram como planejamos, quebrando a barreira de assuntos básicos e falando de assuntos pouco explorados e polêmicos(DDD, MVC,ORM, ID e Testes), que na visão do grupo de arquitetura são essenciais para o sucesso de diversos projetos de software, pois na plataforma .Net há muita carência de profissionais com esta carga de conhecimento, mas tudo está mudando, e estamos trabalhando para isso.
Aos organizadores:
Parabéns!!!
Em breve, forneceremos os links dos Vídeos da Palestras, fotos e Slides.
Agradeço a todos que participaram, aguardem o DNAD 2010 e fiquem a vontade para críticas e sugestões
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Podcasts do grupo .Net Architects
Mais uma supresa do grupo .Net Architects. Além de reuniões presenciais, transmissão "ao vivo" das reuniões, futura revista on-line, chegamos com mais uma surpresa, o podcast, que está sendo conduzido pelo Daniel Fonseca. O Giovanni estreiou o primeiro, falando um pouco sobre a idealização e concretização do grupo e o segundo, reuniu os palestrantes do evento DNAD que acontecerá neste sábado(27/06/2009). Ainda não vi um grupo que em tão pouco tempo, conseguiu trazer tantas novidades e inovações. Parabéns para o Grupo .Net Architects.
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A vida real e as corporações
Minha esposa faz pós em projetos, gestão de pessoas e negócios. Hoje ela me enviou um texto no qual ela disserta sobre a situação de grandes empresas. Achei o texto muito legal, bem escrito e por isso compartilho com os amigos. O que vocês acham?
"Nosso dia-a-dia, é consumido dentro de um escritório (onde chegamos a não perceber se o dia está ensolarado ou nublado), resolvendo problemas de empresas que não se importam com nossa saúde física muito menos emocional. Que não se dão ao trabalho sequer, de ter um plano de carreira para motivar o desenvolvimento de seus profissionais. Hoje vivemos numa era de tecnologia e correria: tudo fica obsoleto muito rápido, tudo deve ser feito pra ontem e as pessoas, não devem se portar como pessoas - não devem ter vida pessoal, nem horários e nem lazeres. A competitividade é de outro mundo, pois não se compete com competências, mas atitudes de pessoas compulsivas, sem vida própria, arrogantes e por vezes “donas da verdade” que preferem passar de 12 à 15 horas no trabalho ao invés de ir para casa ter uma vida normal, de gente.
Aparentemente esta realidade se torna cada dia mais comum... deixamos de ser esposas, mães e filhas para sermos profissionais. Profissionais que, mais cedo ou mais tarde estamparão no rosto, a infelicidade por não serem reconhecidos pelas pessoas mais importantes da vida dela. Pior, quando dentro deste contexto ainda, há o profissional que não ama o que faz. Trabalha pelas necessidades básicas do ser humano, pra sobreviver, pra dar conforto à família, o que obviamente é aceitável, mas que sabemos, que em algum momento, o nível de angústia por ficar horas a fio em algo que não lhe dá prazer simplesmente o adoecerá, o deprimirá.
A revolução para solucionar este problema, além do compromisso do profissional, necessita do compromisso da organização. Esta por sua vez, ao invés de valorizar o profissional que vive para trabalhar, deveria melhorar sua organização, criar planos de carreira e formas de reconhecer o talento de seus profissionais. Enxergá-lo com ser humano e não como uma máquina que basta dar um “boot” para parar de aparecer aquela telinha de erro... Valorizar o profissional e proporcionar uma distribuição igual de tarefas, melhora as chances deste trabalhador ser mais feliz tanto profissionalmente quanto pessoalmente... faz com que ele pense em oportunidades de crescer.
Acho que o maior investimento das empresas é em pessoas, e o investimento tem que ser pesado. Mudar culturas é muito complicado. As empresas têm muitos heróis e parâmetros um tanto distorcidos como critérios de avaliação. Subestimar o trabalho de uma pessoa em função de outra por segregação ou “amizades”, é patético, mas é comum. Enquanto as pessoas não tiverem maturidade para respeitar umas as outras, o mundo tende ao individualismo e à competitividade destrutiva, portanto, o comprometimento é de todos."
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Scrumy
Um colega de trabalho, o Jose Otávio, Seninha para os amigos e agora Scrum Master, nos mostrou um site bem interessante sobre uma ferramenta de auxílio ao Scrum. Trata-se do Scrumy, um tipo de painel digital do Scrum, onde você cria as estórias /tarefas e as classifica de acordo com o andamento do projeto(To do, In Progress, Verify??,Done). Na versão gratuíta, você só tem o painel(que já me ajudou bastante), mas se pagar a pechincha de $60,00 ano, você ganha outras funcionalidades, tais como: BackLog, BurnDown Charts, entre outras que você pode conferir aqui.
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Não entendi o artigo, o autor escreve mal?
Escarafunchando a net em busca de bons materiais de leitura (acabou virando um vício), encontrei um artigo do Michael Feathers no site ObjectMentor, onde ele cita 10 artigos que qualquer desenvolvedor deveria ler. Acabei chegando neste artigo, a partir de outro que o Steve Rowe, líder do time de testes da Microsoft, escreveu com um título bem interessante “Five Books To Read If You Want My Job” , em português, “Cinco Livros para ler se você quiser meu emprego”.
O motivo pelo qual Michael elencou estes artigos, é um problema recorrente, e acredito que todo articulista já sofreu em algum momento. Qual o nível de abstração que o artigo deve seguir? Muitas vezes perdemos o foco do artigo tentando explicar cada conceito base envolvido, levando a um artigo longo demais e pouco detalhista para os iniciantes, e enfadonho para os mais experientes. O que fazer? No meu ponto de vista acho importante entender o público alvo, se for um público mais experiente, aconselho deixar diversas referências de apoio para que os mais novatos consigam entender. Se o artigo for para um público mais novato, o melhor mesmo é atacar um assunto em específico e detalhar ao máximo possível.
Para os que agora ingressam neste mundo tão volátil, não tem solução mágica, tem que estudar, estudar, trabalhar e trabalhar, somente um ou somente outro não adianta, eles são complementares. Não é fácil eu sei, há todo um caminho cheio de pedras a seguir, exige muita dedicação, amor pelo que se faz, e só o tempo trará as respostas, é um processo evolutivo.
Lembro de uma revista chamada Developers, nesta época eu estava iniciando na carreira como desenvolvedor e me recordo como era difícil entender o conteúdo e para piorar, na época a internet era incipiente e não havia muita coisa disponível. Ao invés de ficar desanimado, eu fui atrás dos conhecimentos necessários para eu poder assimilar os artigos. Depois de alguns anos, peguei novamente a revista e os assuntos ficaram muito mais claros, uma excelente recompensa. Até hoje estudo constantemente e vejo que quanto mais estudo, mais informações aparecem, isto não para nunca, por isso reforço, você precisa gostar muito do que faz.
Ainda bem, que muitos grupos como o .Net Architects foram criados. O principal objetivo destes grupos e dar o caminho das pedras e propiciar debates substanciais entre os membros mais experientes, e tudo com um único objetivo, agregar conhecimento.
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Resumo da 10º Reunião do grupo .Net Architects
No último sábado (30/05), houve a 10º reunião social do grupo .Net Architects, na qual o Leandro Daniel , apresentou com maestria e propriedade o tema injeção de dependência(ID), com a utilização do application block, Unity.
O Leandro iniciou a palestra com uma pequena estória, tipo estória em quadrinhos onde progressivamente demonstrou os problemas do dia a dia de uma equipe de desenvolvimento, que trabalhava em paralelo em um mesmo projeto.Quais problemas estas equipes enfrentam? Vou citar 2 bem comuns:
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Forte acoplamento entre módulos de um sistema: Um desenvolvedor (A) depende do trabalho de outro desenvolvedor(B), se B alterar o código que A depende, haverá reflexos no trabalho de A.
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Dificuldade de realizar testes unitários: Como A depende de classes concretas de B, A não consegue testar corretamente, pois A ainda não tem o código de B totalmente implementado.
Injeção de dependência resolve com elegância estes problemas, como visto na apresentação, mas antes de aplicá-lo, até para não queimar o conceito com a equipe, há todo um conjunto de princípios que devem ser estudados e seguidos, além de decisões estratégicas importantes. Aqui cabem bem alguns princípios de análise orientada a objetos, o S.O.L.I.D, conforme discutimos no debate do grupo.
Vimos também que a aplicação de ID é um processo progressivo, natural, e exige muita maturidade da equipe. Outro tema bastante discutido no debate, foram às impressões dos membros que participaram dos eventos Engenharia de Software Conference e o Brasil Scrum Gathering. E aqui coube a palestra polêmica do Fábio Câmara sobre o papel do Scrum Master.
Em resumo, a reunião foi animal, conseguimos sair de DI e chegar em Agile. Tivemos várias polêmicas e pontos de vista distintos em todos os temas apresentados. Aconselho que assistam ao vídeo do livemeeting e divirtam-se.Alguns links de suporte
Live Metting da apresentação e do Debate da 10º reunião, Injeção de dependência, por Martin Fowler, S.O.L.I.D, Unity Application Block, Engenharia de software Conference, Brasil Scrum Gathering
Até a próxima